Gosto muito de pensar nisso de vez em quando e geralmente
quando me deparo com situações que me fazem pensar...e hoje novamente isso aconteceu.
Num primeiro momento ouvi a frase – “gostaria de ajudar, mas
enquanto “isso” não acontecer, não o farei.”
Fiquei pensando, num primeiro momento na chantagem – faça isso
e será recompensada – depois que se pensamos em ajudar alguém, se desejamos
ajudar alguém a beleza do ato está no “te ajudarei apesar ‘disso’ não ter acontecido”. Acredito
sim que é assim que tem que acontecer todos os gestos de solidariedade no mundo
– fazemos “apesar disso” e não “por causa disso”.
Existe diferença entre filantropia e solidariedade, as vezes
precisamos de solidariedade “apesar disso”.
To bem cansada de pessoas que passam a vida negociando “se
vc agir como acho que deve” te premio
com minha companhia, com minha ajuda, com minhas sugestões, etc. Pessoas assim
não percebem que quando o sentimento de ajuda ou solidariedade é honesto a
gente faz e pronto – Sem esperar nada em troca, sem premiações...
Acredito muito nisso, mas também me questiono se esta é
minha posição definitiva, pois aprendi também que há algumas opiniões que tem
mudado durante os últimos anos. Não peço que concorde comigo, apenas pense se
não é o caso de ajudar aquela pessoa que sabe que precisa de ajuda (emocional,
afetiva, financeira, social, amizade, companhia, etc.) apesar “disso”.
Não espere a sua situação ideal para ajudar, porque entre
esse momento e o real da necessidade pode haver um gap, ou seja, quando estiver
disposta a ajudar, talvez ela não seja mais necessária, e ambas pessoas terão
perdido uma oportunidade na vida. A
morte chega cedo demais.
Não estou sendo fatalista, apenas mostrando que não temos
controle de nada, talvez o seu momento ideal, não seja o do outro – tudo bem
também respeito porque ninguém é obrigado a estar perto ou ajudar a ninguém,
mas se o sentimento é honesto, faça isso pelo outro “apesar de tudo” e não “por
causa de tudo”.
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